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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Cogumelos



Os cogumelos são usados há milhares de anos como alucinogénios. O grau de alucinação e de efeito dos cogumelos depende do organismo de cada pessoa. Não causa dependência e nem síndrome de abstinência. Existem vários tipos de cogumelos usados entre eles:

Amanita Muscaria_
 Possui dois tipos de alucinogénios sendo muscimol e ácido ibotêmico. Esses alucinogénios estimulam os neurotransmissores GABA no sistema nervoso central. Seus primeiros efeitos são desorientação, sono, falta de coordenação. Posteriormente ocorre euforia intensa, falta de noção de tempo, alucinações visuais e alterações de humor como a fúria, por exemplo. Se usado em grande quantidade pode causar intoxicação e em alguns casos pode ser letal.

Psilocybe Cubensis_
 Estimula os recetores de acetilcolina situados no cérebro e no sistema nervoso. Seu uso provoca salivação, perda de controlo da urina e das fezes, lacrimejamento, cólicas, náuseas, vômitos, queda do ritmo cardíaco e da pressão arterial. Seus alucinogénios são semelhantes ao LSD e provoca euforia, sonolência, visão obscura, pupila dilatada entre outros e seu efeito dura em torno de três horas. 
                                      Amanita Muscaria                         Psilocybe Cubensis 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

CHAMPIGNON DE PARIS



O Champignon de Paris (Agaricus bisphorus) é o cogumelo mais consumido no mundo e o mais popular em Portugal, e isto se deve à facilidade que esta espécie tem de se adaptar a diferentes tipos de habitat. Desenvolve-se, em nosso país, com temperaturas em torno de 20°C.
O Champignon foi a primeira espécie de cogumelo a ser cultivada no Brasil.  O cultivo foi iniciado pelos imigrantes chineses, que chegaram no Estado de São Paulo, no século XX, especialmente pelos da região de Mogi das Cruzes (SP) que é, até hoje, o maior produtor nacional desta espécie. Nesta região são produzidas 10000 toneladas de cogumelos, o que representa 80% da produção nacional.
Basicamente, existem dois tipos de Champignon: o tradicional Champignon de Paris (de cor branca), mais consumido em Portugal, e o Champignon Portobello, no Brasil, de cor parda. Ambos possuem características semelhantes e qualquer outra semelhança com o Agaricus blazei não é mera coincidência, pois são da mesma família e seus processos de produção são muito parecidos.
 
Um dos principais atrativos para o início da produção de champignon é a sua alta produtividade com relação aos outros cogumelos e também o pequeno espaço que requer para uma satisfatória produção, gerando em pequenas propriedades rurais produtos de alto valor agregado.
O substrato a ser utilizado pode ser adquirido já inoculado ou ser preparado pelo produtor, ele é composto de palha de milho, farelo, palha de arroz e variedades de capim forrageiro, todos livres de resíduos de agrotóxicos, assim como a terra utilizada.
Posteriormente ao substrato, o produtor precisa dar maior atenção às condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do Champignon. A temperatura, pode ser controlada por isolamento térmico e/ou outros equipamentos fundamentais, como nebulizadores e irrigadores, que garantem o controlo da umidade dentro da estufa. Nessas condições ideais de temperatura e umidade, é possível colher o Champignon em cerca de 30 dias.

O ponto ideal de colheita depende de sua destinação. Se for para empresas beneficiadoras de cogumelo, que vão conservar o Champignon, o certo é que se colham os cogumelos mais novos (pequenos e médios). Se for para o consumo in natura (fresco) ou desidratado (seco), a preferência é por cogumelos maiores e mais vistosos, pois quando desidratado, o champignon perde cerca de 90% de seu peso.
Hoje, o champignon em conserva é o mais encontrado no mercado, porém, ainda não é para todos, pois o preço é um pouco elevado para o consumidor final, restringindo-o às classes mais abastadas.
O champignon é tenro e delicado, com sabor levemente térreo eles podem ser utilizados nas mais variadas formas. Muito utilizados como entradas, em saladas, como guarnição e até como prato principal. Em Portugal ele é utilizado no strogonoff. Além de saborosos os champignons contém em média 340 g/Kg de proteína bruta. Se comparado com outros alimentos, o conteúdo de proteínas do champignon é superior a maioria dos vegetais.

Todos aminoácidos essenciais estão presentes nos champignons, uma vez que só existem traços de cisteína e metionina e muito pequenas quantidades de triptofano.
As quantidades de lipídios são relativamente pequenas, em média 2g/kg. Mais de 80% dos ácidos graxos são insaturados, o que leva a considerar o champignon um alimento saudável, já que os ácidos graxos insaturados são essenciais à dieta. É especialmente abundante o ácido linoléicos, que se supõem estarem presentes na faixa de 63% dos ácidos graxos totais, seguidos pelos ácidos palmíticos, esteárico, araquídeo e o oleico.

Os carboidratos constituem seu principal componente, em média 42g/kg. O conteúdo em carboidratos constitui grande quantidade de compostos, entre outros, pentoses (xilose e ribose), metil pentoses (fucose e ramnose), hexoses (glucose, galactose e manose), aminas (glucosamina e N-acetilglucosamina), dissacarídeos (sacaroses), álcoois (manitol e inositol) e ácidos (galacturônico e glucorônico). O Manitol se apresenta em concentrações particularmente altas.

O conteúdo em fibras é aproximadamente de 104g/kg, cujo principal componente é a quitina, importante polissacarídeo estrutural encontrado nas paredes celulares dos cogumelos.
Os champignons, são uma boa fonte de riboflavina, niacina e ácido pantatênico,  e também de tiamina, ácido ascórbico, biotina e vitaminas K e B12.
Possuem quantidades consideráveis de potássio, fósforo, cobre e ferro, cálcio. Eles também proporcionam  quantidades significativas de outros elementos associados com a atividade enzimática, como magnésio, molibdênio e especialmente zinco.

Informação Nutricional
Quantidade por porção de 10g seco
% VD*
Valor calórico
4,34 Kcal
0,17%
Carboidratos
0,80g
0,21%
Proteínas
0,34g
0,68%
Gorduras Totais
0,08g
0%
Gorduras Saturadas
0
0%
Colesterol
0
0%
Fibra Alimentar
0,23g
0,77%
Cálcio
0,91mg
0,11%
Ferro
0,23mg
1,64%
Sódio
0,69mg
0,02%
(*) Valores Diários de Referência, com base em uma dieta de 2500 calorias

LISTA DE COGUMELOS COMESTIVEIS DE PORTUGAL



sábado, 8 de fevereiro de 2014

Shiitake: O Elixir da Vida






Um cogumelo comestível que apresenta as propriedades terapêuticas de um cogumelo medicinal. O Shiitake é cultivado há aproximadamente 800 anos pelos orientais, destacando-se dos outros cogumelos devido ao seu alto teor em vitaminas e substâncias que fortalecem o sistema imunológico.

No mercado mundial, o Shiitake detém o segundo lugar. O Shiitake é um fungo e seu cultivo se dá em toras ou substratos à base de serragem de madeira.
Com sabor característico e muito usado na culinária chinesa e japonesa, o shiitake pode ser consumido em diversas formas: Risotos, saladas, pizzas, diversos tipos de molhos, grelhados, estrogonofe são algumas das possibilidades de preparo com o cogumelo.
Pode ser preparado inteiro ou somente com a parte de cima. Por ser mais difícil de cozinhar, os talos podem ser usados em patês.
A iguaria apresenta-se in natura (fresco) ou desidratado. "O desidratado de sabor mais acentuado é usado em molhos. O fresco rende mais.
As propriedades medicinais do shiiitake são conhecidas há muito tempo, na milenar medicina oriental é conhecido como "elixir da vida" por suas qualidades no combate a inúmeras doenças e um importante fator de longevidade. É considerado também um potente afrodisíaco. Muitas dessas propriedades terapêuticas foram comprovadas após inúmeros estudos de cientistas de todo o planeta, mas principalmente do Japão e Estados Unidos.
É um alimento rico em proteínas, possuindo de 10% a 29% de seu peso seco; aminoácidos essenciais; contém as vitaminas E, B, C e D; e os sais minerais cálcio, fósforo, ferro, potássio. Além de conter fibras dietéticas que auxiliam na digestão, contém baixo níveis de açúcar e gorduras, é portanto, a receita ideal para dietas por ser muito gostoso, e conter baixas calorias.

Recentes pesquisas comprovam que o Shiitake também atua como regulador da taxa de colesterol no sangue, é inibidor do desenvolvimento de células cancerosas e combate inúmeras doenças causadas por vírus, bactérias ou outros fungos.

100 gramas de shiitake fresco contém:


Descrição
Quantidade
Calorias
55
Proteínas
1,55g
Carboidratos
14,3g
Ácido pantotênico
3,5mg
Vitamina C
0,3mg
Cálcio
3mg
Gordura
0,219g
Fibras
4g
Cobre
0,897mg
Ferro
0,44mg
Folacina
1,5mg
Niacina
14mg
Magnésio
29mg
Fósforo
0,158mg
Vitamina B6
20,6mcg


Um cogumelo comestível que apresenta as propriedades terapêuticas de um cogumelo medicinal. O Shiitake é cultivado a aproximadamente 800 anos pelos orientais, destacando dos outros cogumelos devido ao seu alto teor em vitaminas e substâncias, que fortalecem o sistema imunológico. No mercado mundial, o Shiitake detém o segundo lugar. O Shiitake é um fungo e seu cultivo é em toras ou substratos à base de serragem de madeira.
Com sabor característico e muito usado na culinária chinesa e japonesa, o shiitake pode ser consumido de versas formas. Risotos, saladas, pizzas, diversos tipos de molhos, grelhados, estrogonofe são algumas das possibilidades de preparo com o cogumelo.
Ele pode ser preparado inteiro ou somente com a parte de cima, por ser mais difícil de cozinhar, os talos podem ser usados em patês. a iguaria apresenta-se in natura (fresco) ou desidratado. "O desidratado de sabor mais acentuado é usado em molhos. o fresco rende mais.